Dez Razões para Rejeitarmos a Crença na Reencarnação


O cristianismo rejeita a crença na reencarnação por dez razões.
1. Contradiz a Bíblia, que afirma que o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disto enfrentar o juízo (Hb 9.27).

2. Contradiz a tradição cristã de todas as igrejas.

3. Reduz a encarnação à mera aparência, a crucificação a um acaso, e Cristo a um entre os muitos filósofos ou avatares. Também confundiria o que Cristo fez com o que as criaturas fazem: confundiria encarnação com a reencarnação.

4. Implica a ideia de Deus haver cometido um engano, concebendo a nossa alma para viver em um corpo, e de sermos realmente espíritos puros aprisionados num corpo.

5. A psicologia e o senso comum a contradizem, pois a reencarnação, ao conceber a ideia de almas aprisionadas em corpos estranhos, nega a unidade psicossomática natural.

6. Força uma visão muito ruim do corpo como uma prisão, uma punição.

7. Geralmente diz que a culpa do pecado é do corpo e do poder do corpo de confundir e obscurecer a mente. Isso é transferir a responsabilidade da alma para o corpo, e da vontade para a mente, confundindo entre o pecado e a ignorância.

8. As ideias de que reencarnaríamos a fim de aprender lições que deixamos de aprender em uma vida terrena passada, mas que não nos lembraríamos das encarnações passadas, são contrárias tanto ao senso comum quanto à psicologia educacional básica. Não podemos aprender algo se não existir continuidade de memória. Podemos aprender com os nossos erros somente se nos lembrarmos deles.

9. A suposta evidência da reencarnação seriam as recordações de "vidas passadas" que surgiriam sob hipnose. Contudo, essas "regressões a vidas passadas" podem ser explicadas pela indução mental do hipnotizador, ou pior, pela influência de demônios. E a possibilidade real desta influência demoníaca deve servir de alerta para não nos expormos à hipnose, tentando "regressões a vidas passadas".

10. A reencarnação não dá conta de si mesma. Por que nossa alma estaria aprisionada a um corpo? Seria apenas pelo mal que possivelmente cometemos em reencarnações passadas? Mas por que as reencarnações anteriores teriam sido necessárias? Pela mesma razão. Mas o princípio do processo que aprisionou nossa alma a um corpo deveria ter antecedido a série de reencarnações...
Como poderíamos ter praticado o mal num estado primeiro de espiritualidade perfeita, pura e celestial? Como a reencarnação nos guiaria de volta para este estado original, depois que todos os nossos anseios corporais terminassem?

A resposta panteísta é que a encarnação não é uma punição para o pecado, mas uma ilusão da individualidade. O Único se tornando muitos na consciência humana, sem nenhuma razão para isso.
O hinduísmo chama isso de lila, jogo divino. Que jogo estúpido para Deus jogar! Se o Único é a perfeição, por que a perfeição jogaria o jogo da imperfeição? Todos os pecados e sofrimentos da humanidade reduzidos a um jogo sem sentido, inexplicável!
A resposta mística é que o mal é algo ilusório. Mas se assim fosse, a existência dessa ilusão seria em si um mal real, e não apenas ilusório.

Agostinho assinalou esse ponto marcante:
A resposta mística é que o mal é algo ilusório. Mas se assim fosse, a existência dessa ilusão seria em si um mal real, e não apenas ilusório. Agostinho assinalou esse ponto marcante:
Onde está, portanto, o mal? De onde e por onde conseguiu penetrar? Qual é a sua raiz e a sua semente? Porventura não existe nenhuma? Por que recear muito, então, o que não existe? E, se é em que tememos, o próprio medo indubitavelmente é o mal que nos tortura e inutilmente nos oprime o coração. Esse mal é tanto mais compressivo quando é certo que não existe o que tememos, e nem por isso deixamos de temer. Por consequência, ou existe o mal que tememos, ou esse temor é o mal. (AGOSTINHO, Confissões, VII, 5).

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Divulgação: Tesouro Bíblico | Fonte: Manual de Defesa da Fé: Apologética Cristã | Editora: Central Gospel